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no mundo calado


O meu chão

Eu me mudei de Campos Gerais no início de 2003, fui pra Campinas fazer cursinho e ver o que eu ia fazer da vida. Quando eu fui, foi triste triste. "No dia em que eu vim-me embora" e "Desenredo" eram as trilhas da época... Afinal, essa coisa de deixar tudo pra trás pode ser encarada de modo muito triste mesmo.

Enfim, no interior paulista, eu morei com meu irmão Marcelo. Apesar do pouco tempo que passamos juntos de fato, foi muito legal! Lá eu fiz muitas amizades importantes (e não apenas contatos!). Depois de um ano, quando eu já sabia o que eu queria fazer (ou achava que sabia...), eu fui para Belo Horizonte em 2004 morar com a minha irmã Leopoldina até ela se casar. E, meio que sem querer, eu escolhi a capital mineira para ser meu nova casa. E assim tem sido...

Ao longo de todos estes anos (7!!!), eu venho esporadicamente visitar minha cidade. Tem épocas que mais, tem épocas que eu venho bem menos. Tudo depende das outras coisas que eu estou fazendo na vida (shows, faculdade, gravação etc.) ou do que eu quero fazer (seja ficar em BH mesmo ou viajar por aí). Mas uma coisa acontece, sempre que venho é algum feriado ou então é férias mesmo. Normalmente eu encontro a cidade deslocada de sua vida cotidiana. E Campos Gerais é daqueles interiores onde todos os seus amigos têm notícia de que você está na área. É uma festa!!!

Mas dessa vez está diferente. A coisa já começou de uma forma estranha pelo fato de eu ter chegado aqui no meio do domingo, o dia mundial da ressaca por aqui ou o dia de ir embora de volta. Domingo foi o primeiro turno e assim que cheguei, já fui votar. Depois eu vim almoçar e fiquei a tarde toda sem fazer nada, absolutamente. Nos outros dias eu estudei um bocado, terminei um artigo, corrigi uns trabalhos e li alguns textos pro mestrado, nada de mais. E sobra tempo.

E o que está sendo interessante é que não está acontecendo nada por aqui. Não que nos feriados seja tããão diferente assim. Eu só me encontrei com os familiares mais próximos, sem cerveja diária e com um sono colocado em prática no máximo meia-noite.

Está sendo um tempo de sobra para perceber e sentir que eu ainda me sinto em casa por aqui. Sem lamento ou nostalgia. A cidade está viva, os conhecidos desaparecem e os desconhecidos começam a aparecer e o Zé da Filomena morreu semana esses dias (a igreja avisou em um tosco alto falante). Aqui parece que vai ser sempre o meu lugar...

Campos Gerais ainda é meu chão e eu preciso me lembrar disso mais do que costuma acontecer.

Amanhã eu volto.



Escrito por Rafa Azevedo às 20h02
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